Estou tentando

Quem me acompanha em qualquer rede social sabe que eu estou a literalmente dois anos falando “não, porque quando eu terminar de escrever meu livro” e essa ladainha pode parecer cansativa para quem vê. E, acredite, é ainda mais cansativa para mim, que preciso ficar nesse sobe e desce emocional onde em um dia eu me sinto capaz de TUDO e no dia seguinte eu tenho certeza de que nunca mais vou conseguir escrever nada.

Acho que meu começo foi atípico e isso me deixou mal acostumado. Lancei Quinze dias em 2017 e, praticamente um ano depois, Um milhão de finais felizes chegava às livrarias. Um livro por ano me parecia uma EXCELENTE ideia. Mas acabei descobrindo que, com a vida que eu levo, e as obrigações que tenho hoje, isso seria praticamente impossível. Estamos em Agosto de 2020 e até agora não saiu nada.

Toda vez que começo a pensar em um livro novo, crio uma pasta para o projeto do meu Drive e, dessa forma, tenho um registro de todas as minhas tentativas ao longo dos últimos dois anos. É ótimo e deprimente ao mesmo tempo.

No texto de hoje decidi compartilhar um pouco do meu processo de tentativa e erro e concluir meus pensamentos com uma epifania que tive no fim de semana enquanto escrevia (não é nada muito revelador, por favor não crie expectativa).

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Falar sobre escrita me ajuda a escrever

2020 tem sido uma série de catástrofes e se você leu isso e pensou “hm, engraçado, por aqui tá tudo ÓTIMO” eu definitivamente não confio em você. Lá no comecinho de janeiro, quando eu ainda tinha sonhos, expectativas e brilho no olho, anunciei um livro para este ano chamado Fred & Fred. Recentemente tive que desanunciar os Freds (uma experiência horrível, não recomendo) porque as chances de eu terminar de escrever este livro ainda em 2020 eram baixíssimas. Com isso, aprendi a lição valiosa de nunca prometer nada que não esteja 100% pronto e, se possível, nunca prometer nada no geral.

Tem sido um aprendizado bem difícil para mim pois, como muitos sabem, sou viciado em prometer.

Fiz esta breve introdução só para dizer que, apesar de não estar cumprindo o que prometi, estou escrevendo!!! Em um ritmo esquisito e com motivações completamente questionáveis mas desde que a quarentena começou, a vida é um grande ritmo esquisito com motivações questionáveis. Tenho me esforçado para encontrar inspiração onde posso e, recentemente, me dei conta de como falar e ouvir sobre processos de escrita me deixa empolgado para produzir!

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A crise das 10 mil palavras

Estou participando do National Novel Writing Month a sério este ano. O NaNoWriMo  (que tem uma sigla divertida que sempre faz com que eu me lembra dos dias em que eu era emo e EsCrEviA AsSiM nA iNteRneT) é basicamente um projeto de incentivo para que os participantes concluam, nos 30 dias de novembro, a escrita de um romance de 50 mil palavras. Essa é uma explicação apressada mas, se você chegou até aqui, é capaz de já saber do que estou falando.

Neste mês estou me dedicando à escrita do meu terceiro livro que, depois de passar por aproximadamente um bilhão de ajustes e mudanças, parece ter chegado a sua ideia final. 2019 tem sido o pior ano da minha vida adulta em termos de produção criativa e, depois de engavetar três ideias já começadas, eu estava satisfeito com o planejamento para esta história que estou usando no NaNo. Ela é simples demais: uma comédia romântica que se passa num ambiente que eu sempre quis escrever (não se empolguem porque é literalmente um ESCRITÓRIO) e, dentro do meu planejamento, eu tinha tudo que precisava para sentar e escrever uma história divertida.

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