A casa 8 está aberta!

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Colocar um livro novo no mundo é sempre uma experiência de altos e baixos. Emocionante na maior parte do tempo, mas as vezes surgem uns picos de desespero. E até hoje não sei muito bem lidar com esse sobe e desce.

Este mês a Kacey Musgraves lançou um álbum novo e em uma entrevista sobre o Star Crossed que ela deu pro Zane Lowe, a Kacey fala sobre esse processo de estar quase lançando uma coisa que, por enquanto ainda é só dela. Em um determinado momento, ela comenta sobre como lançar um álbum novo é entender que daqui a pouco suas músicas terão outros “attached meanings”, ou “significados agregados” em tradução livre. As pessoas irão associar aquelas músicas à experiências pessoais e, ela não tem o menor controle sobre isso, porque o álbum não é mais dela. O álbum pertence aos outros.

Passei um bom tempo refletindo sobre isso.

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Momentos Específicos Dos Quais Eu Me Lembro Com Muita Frequência

Existem acontecimentos na minha vida que não estão cercados de nada particularmente especial. Dias comuns onde nada fora do comum aconteceu. Mas momentos que podem ter durado apenas alguns segundos ficaram na minha cabeça por algum motivo, quase como fotografias (ou gifs, porque na maioria do caso as imagens tem movimento) (mas nunca boomerangs porque eu odeio boomerangs e farei de TUDO para destruí-los).

Dia desses, intrigado com essas cenas constantes que me pegam de surpresa sem nenhum aviso, comecei a listar todos elas para tentar traçar alguma relação. Não cheguei em nenhuma conclusão, mas agora tenho uma lista cheia deles. E abaixo, de forma um pouco mais elaborada, falo sobre alguns deles.

E essa é a Lista De Momentos Específicos Dos Quais Eu Me Lembro Com Muita Frequência:

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Mantive um diário por 100 dias seguidos e olha no que deu

Odeio puxar assunto com “quem me conhece sabe” porque, muitas vezes, quem me conhece NÃO SABE. Mas, neste caso em específico, quem me conhece EU SEI QUE SABE que eu sempre fui obcecado por diários.

Me tornei leitor por causa de O diário da Princesa; minha mãe descobriu que eu sou gay porque leu no meu diário; já criei perfis na internet em DIVERSAS REDES SOCIAIS só para falar sobre (e mostrar!) meu diário. Todos eles já foram abandonados porque, bom, quem minha conhece sabe que eu não levo NADA adiante.

Todos esses anos escrevendo em diários e registrando minhas experiências, desde a mais sem graça até aquelas que literalmente mudaram o curso da minha vida, me ensinaram a importância de olhar para trás para entender a maneira como eu levo a minha vida hoje.

É sempre engraçado olhar um registro de diário de dois ou três anos atrás onde eu me DESCABELAVA por causa de um problema que hoje eu resolveria em dois segundos (ou que, no geral, não tem mais relevância alguma para mim). Também é interessante olhar para registros de dias muito bons quando preciso daquele empurrãozinho para continuar vivendo um dia de cada vez.

Falei isso tudo só para contar que ontem completei 100 dias consecutivos escrevendo TODO DIA SEM FALTA no Day One, um aplicativo de diário disponível para Android e iOS, que baixei para testar e não consegui largar. O aplicativo é gratuito e tem funções extras que podem ser desbloqueadas no plano Premium (como fazer entradas com áudio ou vídeo, por exemplo). Mas pra quem quer um lugar para depositar seus pensamentos privados em formato de texto e foto, a versão grátis é mais do que o suficiente.

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3 trechos exclusivos de Casa 8

Hoje, 16 de dezembro de 2020, fiz uma promessa. Em meu MICROBLOG Twitter, prometi que se a campanha de Arlindo (o quadrinho incrível da @ilustralu) chegasse em 100% nas primeiras 24 horas, eu compartilharia três trechos do projeto que estou escrevendo atualmente. E é com o coração batendo forte, um sorriso enorme no rosto e uma sensação de “ai meu deus” que venho CUMPRIR A PROMESSA! 

CONTEXTO: Meu projeto atual tem o nome temporário Casa 8 porque o livro inteiro acontece dentro de uma casa, CUJA QUAL é a casa de número 8. O livro tem três protagonistas vivendo em três anos diferentes (2000, 2010 e 2020) e eu decidi que seria divertido compartilhar um trecho de cada um deles com vocês. VAMOS?

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Como nascem as ideias

Correndo o risco de soar como uma blogueira que começa seus stories com “Então, tem MUITA GENTE perguntando”, hoje decidi escrever sobre um questionamento recorrente que recebo toda vez que peço sugestões de temas para escrever aqui. Vamos falar sobre um dos primeiros estágios da criação de uma história: a ideia.

Antes de me aprofundar, quero deixar claro que tenho a TOTAL noção de que nenhuma das histórias que escrevi até hoje partiram de uma ideia genial. Para ser sincero, a maior parte delas sempre começa com “qual trauma da minha adolescência irei desenterrar dessa vez?” e, a partir disso, crio personagens que são uma mistura de quem eu fui com quem eu gostaria de ter sido.

Acredito que a ideia não é o que molda seu livro. Ela é apenas o pontapé inicial para desdobrar algo muito maior, mas é uma etapa importante porque, muitas vezes, a maneira como enxergamos nossas ideias é o que vai definir se aquela história será contada ou não. Um sonho absurdo (eu tenho muitos desses) pode ser o início de algo incrível, ou só uma alucinação sem sentido que sua cabeça produziu durante a noite porque você está emocionalmente exausto e foi dormir depois de jantar meio pacote de Cheetos murcho e uma Coca geladinha.

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3 dicas para transformar a escrita em hábito

Novembro está chegando e, com ele, o NaNoWrimo, evento anual que incentiva participantes do mundo todo a escreverem diariamente durante 30 dias a fim de iniciar um projeto, concluir uma história já começada ou até mesmo escrever um livro inteiro em um mês! Se você não tem ideia do que eu estou falando, deixo aqui uma thread da Agência Página 7 que explica direitinho o que é e como funciona o NaNoWrimo.

Participar do NaNo é um exercício intenso quando se trata de escrever todos os dias e no post de hoje quero conversar sobre o que tem me ajudado a manter o hábito sem pirar de vez. Falar sobre escrita é sempre um território complicado porque vai funcionar de forma diferente para cada pessoa mas, baseado nas minhas próprias experiências, decidi juntar três conselhos que são essenciais para mim e, de alguma forma, podem te ajudar a seguir em frente com seu próprio projeto!

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Estou tentando

Quem me acompanha em qualquer rede social sabe que eu estou a literalmente dois anos falando “não, porque quando eu terminar de escrever meu livro” e essa ladainha pode parecer cansativa para quem vê. E, acredite, é ainda mais cansativa para mim, que preciso ficar nesse sobe e desce emocional onde em um dia eu me sinto capaz de TUDO e no dia seguinte eu tenho certeza de que nunca mais vou conseguir escrever nada.

Acho que meu começo foi atípico e isso me deixou mal acostumado. Lancei Quinze dias em 2017 e, praticamente um ano depois, Um milhão de finais felizes chegava às livrarias. Um livro por ano me parecia uma EXCELENTE ideia. Mas acabei descobrindo que, com a vida que eu levo, e as obrigações que tenho hoje, isso seria praticamente impossível. Estamos em Agosto de 2020 e até agora não saiu nada.

Toda vez que começo a pensar em um livro novo, crio uma pasta para o projeto do meu Drive e, dessa forma, tenho um registro de todas as minhas tentativas ao longo dos últimos dois anos. É ótimo e deprimente ao mesmo tempo.

No texto de hoje decidi compartilhar um pouco do meu processo de tentativa e erro e concluir meus pensamentos com uma epifania que tive no fim de semana enquanto escrevia (não é nada muito revelador, por favor não crie expectativa).

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Gays!!! Metendo a porrada

No último final de semana assisti The Old Guard na Netflix, um filme lançado recentemente que é baseado em um quadrinho com o mesmo nome (que eu não li porque descobri que era baseado em um quadrinho literalmente agora) (então não esperem NADA sobre QUADRINHOS nesse texto ok). Eu não sabia muita coisa sobre esse filme e, sinceramente, tenho evitado o esforço de buscar informações sobre lançamentos de filmes e séries, porque tenho uma pilha enorme de lançamentos pra assistir, nunca arrumo tempo, e quando arrumo, decido REVER AQUAMAN pra decidir se gostei de verdade ou ironicamente (gostei de verdade).

Esse texto talvez tenha MINI spoilers sobre The Old Guard, mas nada muito absurdo. Apenas a quantidade necessária para que você que já assistiu pense “Puts, isso mesmo!!!!” e você que não assistiu fique com vontade de ver.

Em resumo, The Old Guard é um filme de ação com um pouco de MAGIA que acompanha um grupo de pessoas imortais, que viveram literalmente centenas de anos lutando em guerras e defendendo pessoas, morrendo e revivendo e fugindo (porque quando você é imortal todo mundo quer te usar de alguma forma, então você nunca está seguro). A parte da magia fica só na imortalidade. Não tem dragão nem bruxa no filme.

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Falar sobre escrita me ajuda a escrever

2020 tem sido uma série de catástrofes e se você leu isso e pensou “hm, engraçado, por aqui tá tudo ÓTIMO” eu definitivamente não confio em você. Lá no comecinho de janeiro, quando eu ainda tinha sonhos, expectativas e brilho no olho, anunciei um livro para este ano chamado Fred & Fred. Recentemente tive que desanunciar os Freds (uma experiência horrível, não recomendo) porque as chances de eu terminar de escrever este livro ainda em 2020 eram baixíssimas. Com isso, aprendi a lição valiosa de nunca prometer nada que não esteja 100% pronto e, se possível, nunca prometer nada no geral.

Tem sido um aprendizado bem difícil para mim pois, como muitos sabem, sou viciado em prometer.

Fiz esta breve introdução só para dizer que, apesar de não estar cumprindo o que prometi, estou escrevendo!!! Em um ritmo esquisito e com motivações completamente questionáveis mas desde que a quarentena começou, a vida é um grande ritmo esquisito com motivações questionáveis. Tenho me esforçado para encontrar inspiração onde posso e, recentemente, me dei conta de como falar e ouvir sobre processos de escrita me deixa empolgado para produzir!

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A crise das 10 mil palavras

Estou participando do National Novel Writing Month a sério este ano. O NaNoWriMo  (que tem uma sigla divertida que sempre faz com que eu me lembra dos dias em que eu era emo e EsCrEviA AsSiM nA iNteRneT) é basicamente um projeto de incentivo para que os participantes concluam, nos 30 dias de novembro, a escrita de um romance de 50 mil palavras. Essa é uma explicação apressada mas, se você chegou até aqui, é capaz de já saber do que estou falando.

Neste mês estou me dedicando à escrita do meu terceiro livro que, depois de passar por aproximadamente um bilhão de ajustes e mudanças, parece ter chegado a sua ideia final. 2019 tem sido o pior ano da minha vida adulta em termos de produção criativa e, depois de engavetar três ideias já começadas, eu estava satisfeito com o planejamento para esta história que estou usando no NaNo. Ela é simples demais: uma comédia romântica que se passa num ambiente que eu sempre quis escrever (não se empolguem porque é literalmente um ESCRITÓRIO) e, dentro do meu planejamento, eu tinha tudo que precisava para sentar e escrever uma história divertida.

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