Como nascem as ideias

Correndo o risco de soar como uma blogueira que começa seus stories com “Então, tem MUITA GENTE perguntando”, hoje decidi escrever sobre um questionamento recorrente que recebo toda vez que peço sugestões de temas para escrever aqui. Vamos falar sobre um dos primeiros estágios da criação de uma história: a ideia.

Antes de me aprofundar, quero deixar claro que tenho a TOTAL noção de que nenhuma das histórias que escrevi até hoje partiram de uma ideia genial. Para ser sincero, a maior parte delas sempre começa com “qual trauma da minha adolescência irei desenterrar dessa vez?” e, a partir disso, crio personagens que são uma mistura de quem eu fui com quem eu gostaria de ter sido.

Acredito que a ideia não é o que molda seu livro. Ela é apenas o pontapé inicial para desdobrar algo muito maior, mas é uma etapa importante porque, muitas vezes, a maneira como enxergamos nossas ideias é o que vai definir se aquela história será contada ou não. Um sonho absurdo (eu tenho muitos desses) pode ser o início de algo incrível, ou só uma alucinação sem sentido que sua cabeça produziu durante a noite porque você está emocionalmente exausto e foi dormir depois de jantar meio pacote de Cheetos murcho e uma Coca geladinha.

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3 dicas para transformar a escrita em hábito

Novembro está chegando e, com ele, o NaNoWrimo, evento anual que incentiva participantes do mundo todo a escreverem diariamente durante 30 dias a fim de iniciar um projeto, concluir uma história já começada ou até mesmo escrever um livro inteiro em um mês! Se você não tem ideia do que eu estou falando, deixo aqui uma thread da Agência Página 7 que explica direitinho o que é e como funciona o NaNoWrimo.

Participar do NaNo é um exercício intenso quando se trata de escrever todos os dias e no post de hoje quero conversar sobre o que tem me ajudado a manter o hábito sem pirar de vez. Falar sobre escrita é sempre um território complicado porque vai funcionar de forma diferente para cada pessoa mas, baseado nas minhas próprias experiências, decidi juntar três conselhos que são essenciais para mim e, de alguma forma, podem te ajudar a seguir em frente com seu próprio projeto!

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Estou tentando

Quem me acompanha em qualquer rede social sabe que eu estou a literalmente dois anos falando “não, porque quando eu terminar de escrever meu livro” e essa ladainha pode parecer cansativa para quem vê. E, acredite, é ainda mais cansativa para mim, que preciso ficar nesse sobe e desce emocional onde em um dia eu me sinto capaz de TUDO e no dia seguinte eu tenho certeza de que nunca mais vou conseguir escrever nada.

Acho que meu começo foi atípico e isso me deixou mal acostumado. Lancei Quinze dias em 2017 e, praticamente um ano depois, Um milhão de finais felizes chegava às livrarias. Um livro por ano me parecia uma EXCELENTE ideia. Mas acabei descobrindo que, com a vida que eu levo, e as obrigações que tenho hoje, isso seria praticamente impossível. Estamos em Agosto de 2020 e até agora não saiu nada.

Toda vez que começo a pensar em um livro novo, crio uma pasta para o projeto do meu Drive e, dessa forma, tenho um registro de todas as minhas tentativas ao longo dos últimos dois anos. É ótimo e deprimente ao mesmo tempo.

No texto de hoje decidi compartilhar um pouco do meu processo de tentativa e erro e concluir meus pensamentos com uma epifania que tive no fim de semana enquanto escrevia (não é nada muito revelador, por favor não crie expectativa).

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Gays!!! Metendo a porrada

No último final de semana assisti The Old Guard na Netflix, um filme lançado recentemente que é baseado em um quadrinho com o mesmo nome (que eu não li porque descobri que era baseado em um quadrinho literalmente agora) (então não esperem NADA sobre QUADRINHOS nesse texto ok). Eu não sabia muita coisa sobre esse filme e, sinceramente, tenho evitado o esforço de buscar informações sobre lançamentos de filmes e séries, porque tenho uma pilha enorme de lançamentos pra assistir, nunca arrumo tempo, e quando arrumo, decido REVER AQUAMAN pra decidir se gostei de verdade ou ironicamente (gostei de verdade).

Esse texto talvez tenha MINI spoilers sobre The Old Guard, mas nada muito absurdo. Apenas a quantidade necessária para que você que já assistiu pense “Puts, isso mesmo!!!!” e você que não assistiu fique com vontade de ver.

Em resumo, The Old Guard é um filme de ação com um pouco de MAGIA que acompanha um grupo de pessoas imortais, que viveram literalmente centenas de anos lutando em guerras e defendendo pessoas, morrendo e revivendo e fugindo (porque quando você é imortal todo mundo quer te usar de alguma forma, então você nunca está seguro). A parte da magia fica só na imortalidade. Não tem dragão nem bruxa no filme.

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Falar sobre escrita me ajuda a escrever

2020 tem sido uma série de catástrofes e se você leu isso e pensou “hm, engraçado, por aqui tá tudo ÓTIMO” eu definitivamente não confio em você. Lá no comecinho de janeiro, quando eu ainda tinha sonhos, expectativas e brilho no olho, anunciei um livro para este ano chamado Fred & Fred. Recentemente tive que desanunciar os Freds (uma experiência horrível, não recomendo) porque as chances de eu terminar de escrever este livro ainda em 2020 eram baixíssimas. Com isso, aprendi a lição valiosa de nunca prometer nada que não esteja 100% pronto e, se possível, nunca prometer nada no geral.

Tem sido um aprendizado bem difícil para mim pois, como muitos sabem, sou viciado em prometer.

Fiz esta breve introdução só para dizer que, apesar de não estar cumprindo o que prometi, estou escrevendo!!! Em um ritmo esquisito e com motivações completamente questionáveis mas desde que a quarentena começou, a vida é um grande ritmo esquisito com motivações questionáveis. Tenho me esforçado para encontrar inspiração onde posso e, recentemente, me dei conta de como falar e ouvir sobre processos de escrita me deixa empolgado para produzir!

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A crise das 10 mil palavras

Estou participando do National Novel Writing Month a sério este ano. O NaNoWriMo  (que tem uma sigla divertida que sempre faz com que eu me lembra dos dias em que eu era emo e EsCrEviA AsSiM nA iNteRneT) é basicamente um projeto de incentivo para que os participantes concluam, nos 30 dias de novembro, a escrita de um romance de 50 mil palavras. Essa é uma explicação apressada mas, se você chegou até aqui, é capaz de já saber do que estou falando.

Neste mês estou me dedicando à escrita do meu terceiro livro que, depois de passar por aproximadamente um bilhão de ajustes e mudanças, parece ter chegado a sua ideia final. 2019 tem sido o pior ano da minha vida adulta em termos de produção criativa e, depois de engavetar três ideias já começadas, eu estava satisfeito com o planejamento para esta história que estou usando no NaNo. Ela é simples demais: uma comédia romântica que se passa num ambiente que eu sempre quis escrever (não se empolguem porque é literalmente um ESCRITÓRIO) e, dentro do meu planejamento, eu tinha tudo que precisava para sentar e escrever uma história divertida.

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Coisas que eu aprendi andando de Uber ou Perdendo o medo de falar do meu trabalho

Eu uso o Uber muito mais do que eu deveria. Tenho a sorte e a maldição de morar em uma região mais ou menos central, onde eu consigo pagar mais ou menos 10 reais para ir pra qualquer lugar e é aquilo, você pede 10 corridas de 10 reais e no fim do mês se espanta com como aquilo se transformou em 100 reais. Andar de carro com motoristas randomicamente selecionados que eu nunca mais vou ver na vida me dá muitas oportunidades de interpretar papéis diferentes. Você já mentiu sua profissão quando o motorista te pergunta com o que você trabalha só pra se sentir mais descolado? Você já inventou alguma história que nunca aconteceu só pela emoção de poder ser uma pessoa diferente por dez minutos? Me diga que já fez isso e que isso é completamente normal, porque eu já passei uma viagem inteira da minha casa até a Faria Lima contando uma história imensa e detalhada sobre a primeira vez que eu pulei de pára-quedas e isso nunca aconteceu!!!!

Você já fez isso, né? Me dê um pouco de VALIDAÇÃO aqui, por favor.

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Um lugar para escrever sobre coisas no geral

Uma das maiores certezas que eu tenho sobre mim mesmo e que, de certa forma, me trouxeram para o ponto da vida onde eu estou hoje é que eu sempre gostei da sensação de saber que outras pessoas lêem as coisas que eu escrevo. Esse exercício de auto-conhecimento começou na semana passada quando, do nada, me deu saudade de ter um blog. Obviamente eu tuitei sobre isso imediatamente porque é assim que eu funciono.

A ideia de recomeçar um blog do zero sem um plano editorial e movido 100% pela vontade de dizer coisas ficou martelando a minha cabeça por dias, e eu tive tempo de sobra para revisitar todos os meus blogs antigos e relembrar como cada post que eu já escrevi me levavam imediatamente para aquele momento da vida, e me enchiam de um orgulho bobo que começava no “olha só como eu evoluí como ser humano!!!” e teminava no “olha como o Vitor de 17 anos já escrevia direitinho!!!!”. Então aqui estou eu, começando mais um projeto que vai me demandar tempo (que eu não tenho) e disposto a falar sobre a minha relação com blogs (e com a internet no geral).

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